terça-feira, 14 de Junho de 2011


Figura 8. Bonecas Barbie

Barbie

Barbie

Nunca um brinquedo reflectiu tão bem o comportamento de uma época como Barbie. É uma boneca rica, bonita, famosa e está sempre na moda, acompanhando os últimos estilos. O mundo da Barbie é um mundo cor-de-rosa onde tudo é possível e tudo é feito de sonhos e fantasia.
A Barbie é um sucesso absoluto e em média, por ano, vendem-se duas Barbies por segundo, ou seja, é a boneca mais vendida do mundo e muito adorada pelas crianças.

História

A Barbie foi criada a 6 de Março de 1959 por Ruth Handler - uma mulher que teve a ideia de fabricar uma boneca adulta que até então só existia em papel.
      Ruth tinha 3 filhos: Bárbara, Ken e Skipper, não tendo assim nenhuma dúvida em qual seria o nome da boneca: Barbie, o diminutivo de Bárbara. Mais tarde criou o boneco Ken que viria a ser o namorado da Barbie e Skipper, o irmão da boneca.

Figura 6. Coco Chanel




Figura 7. Barbie vestida com o "Tailleur Bar" de Christian Dior.

Séculos XX e XXI

I.                 OS SÉCULOS XX E XXI


Nestes dois séculos foi realizada uma abordagem das décadas que tiveram mais impacto em relação à moda, sendo essas as décadas de 60 e 70, no século XX e foram também abordados os acontecimentos e aspectos mais relevantes do século XXI.
Foram também referidos os aspectos relativos à moda que acabam por caracterizar algumas cidades, tendo sido escolhidas aquelas nas quais o tema tem uma maior influência.
Por fim foram também abordados alguns aspectos da vida de uma famosa estilista e designer e dos grandes impactos que acabou por ter na moda actual: Coco Chanel e também falamos da marca Dior.

1.  Décadas de 60 e 70

Os anos 60 foram marcados por grandes revoluções não só económicas, políticas e sociais mas principalmente em termos de moda. As pessoas estavam fartas da repressão e foi a música que as libertou. Esta época foi divertida e quando começaram a descobrir a sua identidade.
Os anos 70 foram vários estilos diferentes criados. Os jovens tentaram seguir os seus objectivos, e destacaram-se dois principais estilos:

• O psicodelismo: saias curtas, extravagantes, coloridas e chamativas;

• O hippie: saias longas e estilo indiano.

Esta geração baseou-se no estilo indiano, usando materiais simples como o algodão e a lã.
Vários artistas, com base nos princípios da época criaram um movimento com o nome de Flower Power hippie.
Os jovens naquela época viviam em comunas, consumiam comida macrobiótica e fumavam marijuana sem restrições. Foi a partir desta maneira de viver que apareceu as famosas “Patas-de-elefante”, as camisas hindu, os cabelos grandes e um ideal de paz e amor. Também usavam as flores, tanto no cabelo como nas roupas.
As mulheres nos anos 70, já não se preocupavam tanto com a beleza, mas sim com o conforto. Passaram a usar as roupas unissexo, que tanto os homens como as mulheres poderiam usar. Mas tinha que haver sempre uma parte do corpo que realçava, nesta altura eram as coxas, pois usavam jeans justos. Era um privilégio para as mulheres ser anoréctica, sem peito nem ancas, como foi dito antes tentavam sempre seguir o modelo daquela época.

2.  A Moda do Século XXI

Este século foi marcado por uma grande aderência das pessoas à moda.
No início havia a mentalidade de “nada se cria, tudo se copia” e a “moda vem e vai”, caracterizada pela moda retro. As divas do cinema foram substituídas pelas drag-queens e as paradas gays, que esgotavam os bilhetes dos clubes nocturnos.
Foram-se perdendo alguns conceitos do século anterior, mas acabaram por surgir novas mentalidades, como o romantismo, a ingenuidade, a poesia e mesmo uma nova filosofia baseada na antiga hippie (paz e amor).
Devido à procura de identidades, as pessoas, tentado “encontrar-se”, partiam em busca de um estilo próprio, criando matérias renováveis e alternativas de maneira a serem sustentáveis.
Também o corpo foi valorizando. Passou a ser mais importante para as pessoas a procuração da perfeição e da sensualidade. Foi também nesta época que apareceram os piercings, as tatuagens e as novas técnicas para alisar o cabelo, deixando-o mais liso e brilhante.
Estamos a viver uma época de renovação mas tendo por base vários aspectos da moda antiga, onde, apesar disso, tudo acaba por ocorrer mais rapidamente.

3.  A Moda em várias cidades

3.1.          Nova Iorque

A população desta famosa cidade, mais conhecida por “nova-iorquinos”, adora, não só a alfaiataria e os tecidos nobres, como também cores exuberantes e o cetim é um dos materiais que reina nesta cidade.

3.2.          Paris

Paris é a famosa cidade da luz que influencia várias outras cidades em muitos aspectos e é esse brilho e luxo que se reflectem positivamente na moda. É conhecida como uma cidade de alta-costura e do estilo chique e sofisticado.

3.3.          Milão

Milão é um dos grandes ícones deste tema, sendo conhecida como a capital da moda. Nas ruas da cidade encontram-se grandes, famosas e das melhores lojas, tais como: Dolce & Gabbana, Armani, Louis Vuitton, Chanel, Versace, entre outras. Predomina principalmente o estilo clássico apesar de existirem algumas outras influências.

3.4.          Londres

A moda está constantemente presente nesta cidade. É muito usual ser visto um estilo de moda mais pesado e que não sobressai excessivamente, embora havendo também espaço para um estilo mais clássico, maioritariamente militar, onde se pode observar a predominação do uso da talha dourada.

4.  Coco Chanel

Gabrielle Bonheur Chanel, conhecida por Coco Chanel foi uma grande estilista francesa do século XX. Fundou a actual loja de vestuário Chanel e as suas criações são bastante influentes actualmente.
Em relação à família, tinha três irmãos: uma rapariga e dois rapazes. A sua mãe era doméstica e o seu pai feirante. Como a sua mãe morreu muito cedo, o seu pai ficou a tomar conta dela e dos irmãos e, visto que não tinha condições para sustentar os filhos, Gabrielle foi para um colégio interno e os irmãos trabalhar para uma quinta.
Aos 18 anos conheceu a sua prima e ambas fugiram do colégio, tendo sido nessa altura que começou a trabalhar como costureira numa loja de enxovais.
Mais tarde, tentou trabalhar como actriz, comerciante ou bailarina mas sem êxito na maior parte das tentativas.
O segundo foi o grande amor da vida da estilista influenciou-a bastante, ajudando-a a fundar a sua primeira loja de chapéus, passando com isso a aumentar o seu “poder” e a comportar-se como gente da alta sociedade. O seu amor acabou por não durar muito porque o milionário acabara por morrer num acidente de automóvel. Mais tarde, abriu uma loja, não só de chapéus, mas também de roupa desportiva, tendo criado as primeiras calças femininas
Por influência do último amor da sua vida – um príncipe russo pobre – conheceu e pôde conviver com muitos artistas importantes, como por exemplo, Pablo Picasso.
Durante esse seu auge, Chanel vestiu grandes celebridades de Hollywood e desenvolveu também vários e famosos perfumes com o nome da sua marca, tendo sido criado, em 1921, um dos perfumes mais famosos – o Chanel Nº5.
Depois de ter residido na Suíça e exportado para lá a sua mercadoria devido a algumas dificuldades financeiras, mudou-se definitivamente para França, onde faleceu com 87 anos de idade, num hotel em Paris.

Christian Dior transformou a maneira de vestir depois da 2ª Guerra Mundial, criando o estilo dos anos 50. Todos previam a simplicidade e o conforto, o que propôs luxo e feminilidade, copiados por mulheres de todo o mundo. Desde 1997, o inglês John Galliano está à frente da marca.
“New Look”
Em 1947, Christian Dior apresentou a sua primeira colecção com o nome de “New Look”. Ao contrário da moda prática da “Chanel”, o “New Look” era basicamente composto por saias grandes quase até aos tornozelos, com cintas bem marcadas e com ombros.
O modelo que se tornou o símbolo do “New Look” foi o “Tailleur Bar”, com um casaco de seda bege acentuado, ombros naturais e uma saia grande preta plissada quase ao pé dos tornozelos. Como acessórios: luvas, sapatos de saltos altos e um chapéu que acabavam por completar o figurino impecável. Em 1997 numa edição limitada, a Barbie, uma pequena boneca mas a mais vendida no mundo foi vestida com o famoso “Tailleur Bar” de Christian Dior.

Figura 5. Sans-Culottes

Séculos XVIII e XIX

OS SÉCULOS XVIII E XIX


Na abordagem destes séculos foi igualmente feita uma análise conjunta dos mesmos.
São principalmente abordadas as duas revoluções que marcaram a evolução da moda nestes séculos – Revolução Industrial e Revolução Francesa – sendo enumeradas as principais consequências e impactos observados.
Por fim é também referida a Época Contemporânea que se caracteriza pela evolução da indústria e também pelo seu auge de prosperidade e estes são os principais aspectos tratados nestes séculos.

1.  Revolução Industrial

A Revolução Industrial iniciou-se em meados do século XVIII na Inglaterra e expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX.
Consistiu num conjunto de mudanças tecnológicas com um profundo impacto no processo produtivo a nível económico e social e desenvolveu-se, em grande parte, devido à investigação e aos progressos científicos, como também devido à descoberta e utilização de novas fontes de energia que permitiram o surgimento de máquinas a vapor e de transportes.
Esta revolução teve consequências significativas em relação à evolução da moda. Alterou completamente a maneira de viver das populações dos países industrializados pois a produção passou a ser manufacturada, substituindo a artesanal que predominava antes desta revolução. Com esta mudança as populações passaram a ter um acesso mais directo às novas industrializações, procurando emprego nos centros da cidade e ocupando lugares de trabalho em troca de salário, principalmente nas fábricas. Surgiram novas máquinas, novos produtos e as pessoas começaram a ter novos e diferentes interesses e gostos. Apareceram também novos estilos, ou seja, novas modas que influenciaram bastantes populações.

2.    Revolução Francesa

A Revolução Francesa é conhecida como o conjunto de acontecimentos que ocorreram entre 5 de Maio de 1789 e 9 de Novembro de 1799 e que alteraram o quadro político e social da França. Está entre as maiores revoluções da história da humanidade e é considerada como acontecimento que deu início à Época contemporânea.

Consequências que a Revolução Francesa teve na moda
Os novos princípios e ideias da Revolução francesa, sob o lema “Liberté, Egalité, Fraternité”, também influenciaram decisivamente a moda, sobretudo porque a forma de vestir das classes nobres antes da Revolução tinha chegado a um exagero ridículo.
No regime anterior as classes sociais eram bem diferenciadas e cada uma tinha também modas bem caracterizadas. O traje social obrigatório das classes altas era muito elaborado, dando um tom aristocrático à moda e forçando às “maneiras finas”.
Após a Revolução, o modo de vestir evolui para a simplicidade e igualdade entre classes, como se pode ver pelos seguintes exemplos:

•   Antes da Revolução os nobres usavam “culottes” de cavalgar, até aos joelhos, enquanto os homens do povo usavam calças compridas (“pantalons”) como as que se usam hoje. Nas vésperas da Revolução, alguns nobres, motivados pelos valores da igualdade e simplicidade, deixaram de usar “culottes”. Esta tendência cresceu tanto que o uso de “culottes” passou a ser símbolo de ideias aristocráticas e contra-revolucionárias, enquanto os “pantalons” se transformaram em símbolo de mentalidade revolucionária e igualitária. Daí a denominação de ‘sans-culottes’ dada aos revolucionários.

•   Antes da Revolução, o traje para os homens nobres incluía, além dos “culottes”, meias de seda, sapatos com fivelas, cabelos empoados, espadas e tricórnio sob o braço, enquanto que, depois da Revolução, começaram a usar chapéus redondos, coletes, e deixaram de usar perucas empoadas. A espada, símbolo por excelência da nobreza, deixou de ser usada, sendo substituída pelo guarda-chuva.

•   As mulheres nobres, antes da Revolução, usavam grandes decotes, penteados altíssimos e complicados, saias rodadas imensas, e caudas majestosas, enquanto que, depois da Revolução, deixaram de usar saltos altos e adoptaram o "pierrot", um novo tipo de saia, mais simples e que simbolizava uma forma de protesto contra as antigas saias rodadas e as grandes caudas.

•   Até à Revolução, o traje infantil revelava a condição social de uma família, enquanto que, depois da Revolução, as crianças passaram a usar o cabelo rapado, como marinheiros ingleses, chapéus redondos, casacos curtos e “pantalons” de tecido grosseiro, tendo sido, ao princípio, ridicularizados e depois imitados.

3.  Época Contemporânea

A época contemporânea iniciou-se no século XVIII, em 1789, com a revolução francesa e é uma época que se caracterizou pela grande evolução da indústria, ou seja, pela Revolução Industrial, e também pelo seu auge de prosperidade.
Com a Revolução Industrial as pessoas que não tinham muitas possibilidades económicas passaram a fabricar as suas próprias roupas em casa pois foi nesta época que muitos artesãos, por fabricarem roupas à mão, faliram.
Apenas as pessoas com mais recursos passaram a poder ter acesso às roupas maquino facturadas, havendo desta maneira uma maior diferenciação entre as “ordens” existentes na época, que passaram a designar-se classes sociais.
  No século XIX verificam-se várias inovações e modificações na maneira de vestir, quer dos homens, quer das mulheres:

•   Os homens começaram a vestir calções com uma faixa de seda, jaquetas, coletes curtos e gravatas compridas.

•   Os sapatos eram de ponta estreita.

•   Em 1840 o fraque (espécie de casaca comprida e rodada) era justo e os saios (peça de armadura, responsável pela protecção das pernas) estreitos.

•   Em 1830 as saias tornaram-se mais curtas e utilizavam-se camisas ou túnicas com mangas largas e em balão.

•   Os penteados eram geralmente tranças compridas e também se utilizavam redes no cabelo.

•   Os sapatos eram abertos com fitas cruzadas.

Apesar da grande mudança neste século, as pessoas continuaram adeptas das roupas tradicionais, não só pela falta de recursos financeiros mas também pela inadaptação aos novos estilos. A grande mudança nas suas mentalidades veio a ser concretizada apenas no século XX.

terça-feira, 31 de Maio de 2011

Os Séculos XVI e XVII
Na abordagem aos séculos XVI e XVII o grupo optou, devido às suas grandes semelhanças, por uma análise conjunta aos mesmos.
        No início do século XVI deu-se uma grande “revolução” no que diz respeito à mentalidade humana que marcou o final da Idade Média e o início da Era Moderna. A este período deu-se o nome de Renascimento e neste verificou-se uma grande evolução de vários aspectos da vida do Homem como as artes, as ciências, a religião mas, principalmente, da filosofia que teve enormes consequências na moda, pegando em elementos nos séculos anteriores e aperfeiçoando-os e dando origem a inovações quer nos tecidos usados, peças de vestuário e no realce, através da moda, da grande segregação social existente. São estes os principais pontos de focagem no nosso trabalho acerca da evolução da moda no Renascimento.

Os Tecidos

Na Europa, nos séculos XVI e XVII eram vulgares tecidos como:
·        As sedas;
·        Os veludos;
·        Os tafetás (tecido fabricado através de seda entrançada que tinha como principais características a sua resistência a químicos e ao desgaste abrasivo e a sua grande durabilidade);
·        Os cetins (usados pelas classes mais abastadas);
·        Os linhos;
·        Algodões e lã (usados pelas classes sociais mais pobres).
Eram também vulgares os damascos podendo ser usados por todos dependendo da sua constituição que podia variar entre a seda, lã, linho ou algodão, este ultimo tecido era muito utilizado também em tapeçarias e é originário da cidade de Damasco na Síria. Durante esta época era bastante frequente uma decoração com base em efeitos florais, de folhagem e de frutos bastante complexos. No entanto, com a evolução do período renascentista, estes padrões decorativos foram sendo substituídos por motivos ibéricos mais geométricos, tendo sido esta alteração impulsionada por uma mentalidade mais individualista que incentivou as pessoas da época a focarem-se cada vez mais em elementos de origem europeia substituindo assim os motivos muçulmanos e orientais muito apreciados até então.

Peças do vestuário
Durante os séculos XVI e XVII o vestuário das pessoas era constituído por um grande número de peças e acessórios embora não fossem todas usadas por todas as classes sociais devido a uma ostentação de riqueza que era transmitida pelas mais altas através da roupa.
Do vestuário da época faziam parte imensas peças comuns ao sexo masculino e feminino tais como:
  • Roupa interior – Estas peças eram constituídas, para a zona do tronco, por uma veste larga e comprida para as mulheres e um pouco mais curta para os homens descobrindo os joelhos e os braço, eram confeccionadas com tecidos leves como o linho ou o algodão e eram acessíveis a todas as classes sociais da época. As mulheres, para protecção dos seios (hoje equivalente ao soutien) passaram a utilizar os espartilhos muitas vezes usados por fora da roupa. As fraldilhas passaram a ser semelhantes às cuecas actuais embora fossem feitas de lã bastante fina (coisa que já não se faz hoje em dia) e, nos homens passaram a ser vulgares as ceroulas de Holanda e de chamalote (fraldilhas de pernas mais compridas). Por fim, o uso de meias normalizou-se passando a fazer parte do dia-a-dia das pessoas.   
  • Saios – Os saios femininos destes séculos consistiam num vestido comprido e largo, onde era comum a existência de um grande decote de forma triangular ou quadrangular, com uma saia larga e bastante comprida formando uma grande fralda, e que tinham como uma das principais características uma espécie de balões nos ombros, tendo as mangas justas ate ao antebraço tornando-se largas de novo na zona do pulso. A decoração destes saios ou briais era feita através de um grande número de fitas (de inúmeros tecidos) bem como adornos em ouro ou prata para as classes mais altas. Os saios eram fabricados em diversos tecidos como por exemplo veludo para as classes mais abastadas e linho ou pano para as que tivessem menos posses. Os saios masculinos, ao contrário dos femininos eram bastante mais curtos, podendo variar em comprimento (que podia ir até aos joelhos ou ficar-se pela altura da cintura) e estilo das mangas podendo ser muito justas ou largas, curtas ou compridas (podendo chegar a tocar no chão). Estes saios eram principalmente fabricados em seda grossa com forros e peles (classes mais altas) ou linho (para as mais baixas).
  • Pelotes – Os pelotes consistem em peças usadas sobre os briais que, tanto para os homens como para as mulheres, são semelhantes a mantos sem cintura e fendidos de ambos os lados ou na parte posterior e anterior dos mesmos. Possuíam também mangas largas que, com o passar do tempo foram ganhando cada vez mais a forma de balão e que possuíam uma abertura na zona do antebraço.
  • Opas – Opas femininas eram semelhantes aos pelotes embora mais amplas e compridas. Foram evoluindo e consequentemente ganhando mangas que podiam ser justas ou largas, decotes e, mais tarde, golas altas. As opas masculinas eram casacões bastante compridos e amplos com gola alta e mangas largas e compridas. Podiam ser fabricados em veludo, cetim, carmesim ou mesmo fazenda para as classes mais baixas da sociedade.
  • Mantos e capas – No que diz respeito a mantos e capas eram peças principalmente utilizadas pelos homens embora fossem, ocasionalmente, usadas por mulheres. Consistiam em peças forradas a pele que tinham a função de cobertura e podiam variar em comprimento, na existência ou não de uma cobertura da cabeça e nas diferentes formas de os adornar. Durante estes séculos tiveram uma grande importância sendo usados como vestes cerimoniais. Havia um grande número de tipos de capas como, por exemplo as tabardilhas, as capas entertalhadas, as capas duplas, as capas aguadeiras e muitas outras tendo cada uma a sua função específica.
  • Toucados – Esta foi uma das peças do vestuário que acompanhou as inovações da moda ao longo dos séculos. Os toucados derivaram dos até então conhecidos sombreiros que foram alterados consoante os gostos da época. Usavam-se na cabeça e os seus diferentes estilos dividiam-se em duas grandes categorias: os que se destinavam às mulheres e os que se destinavam aos homens. Havia diferentes tecidos através dos quais se podiam fabricar, tais como cetins, peles, veludo ou feltro para as classes mais ricas e palha ou juncos para as mais pobres e eram adornados consoante as classes sociais às quais se destinavam, como plumas, penachos, bordados ou até mesmo jóias podendo também não ter nenhuma decoração.
  • Calçado – Nesta época existia uma grande semelhança entre os dois sexos no que dizia respeito ao calçado que era geralmente bicudo, justo aos pés e fechado por intermédio de botões ou cordões (pantufos e chapins). Para além deste tipo de sapato existiam muitos outros que apenas mostravam ligeiras diferenças no que diz à sua altura (que nunca era muito considerável) ou à existência de pequenos adornos como por exemplo um laço, que estava muito “em voga” naqueles tempos. Havia sim um tipo de calçado tão usado como os chapins; as botas. Estas eram feitas geralmente de cabedais bastante fortes e destinavam-se a suportar actividades mais árduas tornando-se com o passar do tempo parte da indumentária destinada a cerimónias. As botas normalmente vinham até à altura dos joelhos apesar de poderem ficar-se pelos tornozelos. Apesar de bastante elaborados, os sapatos femininos apenas tinham uma função utilitária (devido ao facto de estarem cobertos pelas compridas vestimentas usadas na época). Para as classes mais baixas da sociedade era normal o uso de sandálias de correias e de sapatos mais rudimentares feitos de materiais menos sofisticados como linho.
  • Acessórios – Durante a época do Renascimento houve um grande número de acessórios à escolha quer para as mulheres, quer para os homens. Os acessórios femininos mais importantes eram os cintos, as gargantinhas que consistiam em véus que tinham o objectivo de cobrir o pescoço das senhoras, luvas muito finas e perfumadas, colarinhos que com o desenrolar do século passaram apenas a proteger a nuca abrindo à frente formando um espécie de leque (alça-cuello) para além dos inúmeros efeitos decorativos como rendas, brilhos de prata e fios dourados. Em termos de acessórios masculinos é importante destacar os alfreses (cintos bastante largos feitos de seda, couro, linho etc. que podiam ser embelezados por bolsas de linho, lã ou veludo com uma grande diversidade de fitas ou botões podendo também ser decoradas com motivos a ouro e forradas a tafetá), o surgimento das algibeiras, a utilização do lenço passou a ser costume especialmente na nobreza passando de pois a ser usado pelas restantes classes sociais, e as luvas que também eram bastante apreciadas pelos homens, tal como pelas mulheres sendo no entanto proibido o uso de luvas perfumadas por parte dos membros de sexo masculino.    
  • Adornos – Nesta época os adornos femininos que eram principalmente usados (naturalmente pelas classes mais altas) eram: os broches (espécie de alfinetes que se punham na roupa com o objectivo de a enfeitar e que, normalmente tinham numerosas pedras preciosas neles encrostadas); brincos; coroas; pulseiras e braceletes; anéis e um grande numero de jóias fabricadas a partir da varias pedras tais como: rubis; turquesa; safiras; esmeraldas etc. Quanto aos adornos masculinos, estes não são bem definidos mas existia uma grande utilização de pedras preciosas como os diamantes, rubis, safiras, esmeraldas, pérolas etc.

Do vestuário da época faziam também parte peças apenas adequadas a um sexo. As únicas peças destinadas apenas às mulheres eram:
  • Cotas – Cotas foram peças que surgiram nesta altura para substituir os então conhecidos saios e pelotes. Assemelhavam-se com os vestidos actuais e eram bastante largos e compridos e possuíam uma pequena gola ou um grande decote. As suas mangas eram geralmente justas e compridas podendo ser também fendidas de lado.
As únicas peças destinadas apenas aos homens eram:
  • Gibões – O gibão é uma peça de vestuário que foi criada no séc. XIV mas que foi uma das mais importantes desta época. Consistia numa espécie de camisa de veludo, seda, damasco, tafetá ou linho que era forrada e enchumaçada realçando o peito dos homens que a usavam. Originalmente era usado sem gola mas com o passar do tempo adquiriu uma bastante alta. Passaram a ser usados os gibões abertos que eram fechados por intermédio de cordões, botões ou fitas e eram usados cintos para os ajustar à cintura, enquanto que as suas mangas eram, ao contrário do corpo, justas no braço e abriam perto das mãos sendo por isso designadas “mangas boca-de-sino”. Esta peça podia ser usada por todas as classes sociais, mas esse facto não impedia as pessoas mais abastadas de adornar os seus gibões com, por exemplo, botões de seda ou até mesmo ouro.  
  • Calças – As calças foram uma das peças mais populares deste século. Ao contrário das actuais eram constituídas por duas partes (cada uma correspondente a uma perna) que se vestiam em separado atando-se através de fitas ou cordões. Estas peças podiam variar no que dizia respeito aos tecidos utilizados que podiam ser a lã, o veludo ou o tafetá; à existência ou não de pés, que eram opcionais visto que existiam calças que os tinham e que dispensavam o uso de sapatos acrescentando uma sola ao pé; quanto ao próprio formato das calças que geralmente eram justas à perna mas que podiam variar existindo mesmo modelos que formavam uma espécie de balão nas pernas conhecidas por calças bombachas e outras que possuíam uma perna de cada cor (calças partidas) e em termos de adornos que eram usados pelas classes mais altas e que podiam ir desde o uso do ouro até a pedras preciosas incrustadas no tecido.
  • Calções – Os calções foram, em termos de moda, a grande inovação do século XVI tornando-se também por isso uma das peças mais usadas na altura. No que dizia respeito aos calções, estes podiam variar em termos da sua forma, tecidos utilizados e decoração. Os calções mais usados eram os “abalonados” que, tal como o nome indica formavam um espécie de balão na zona dos joelho ajustando depois à perna logo abaixo do mesmo, que eram fabricados principalmente em dois tipos de tecido: um mais espesso (como o veludo ou a lã) e outro mais fino (por exemplo linho) e estes podiam ser decorados de diversas formas como por exemplo através de laços, drapejados ou folhos.